Aproveito este meu momento de pausa da minha inútil vida para partilhar convosco, algo de que talvez não se tenham apercebido, mas que acontece e, que a meu ver, será um verdadeiro flagelo pelas consequências tenebrosas que traz consigo, de entre as quais destaco a descredibilização. Continuo, todavia, sem enunciar o que verdadeiramente me irrita e, para o enunciar, nada melhor do que narrar o que aconteceu hoje:
Uma bela tarde de Inverno, depois de uma picanha, num sítio agradável, com pessoas agradáveis, sentados em amena cavaqueira e eis que sinto o apelo. Sim, o apelo do peido. opções:
1- Peidar-me na boa e fazer um ar orgulhoso para demonstrar a minha auto-confiança;
2- Peidar-me para dentro (inexequível);
3-Peidar em prestações, para descobrir se o cheio era tenebroso ou se conseguia passar despercebido;
4- Saír da conversa e pedir para ir à casa de banho (não dava tempo);
5- Ser discreto.
É óbvio que só uma análise in casu vos poderá levar a tomar a opção certa, tendo em conta as diferentes variáveis, nomeadamente as pessoas que vos rodeiam. A minha opção certa foi ser discreto, atendendo a que não tinha a confiança com as pessoas à minha volta para optar pela primeira ( a mais habitual). Por conseguinte, levantei-me e fui até à porta, que estava aberta, e encostei-me a ela, com o rabo de fora e com a cabeça dentro (acreditem que fui mais discreto do que esta narração parece demonstrar) e enfim, peidei-me como gente grande.
O meu plano tinha tudo para dar certo, não fosse existir algo chamado subsconsciente, que é mais forte do que qualquer razão.
De imediato, uma das pessoas com quem partilhava a (até aí) agradável conversa levantou-se e veio ter comigo para me dar uma palmada nas costas que expressava concordância com o que eu estava a dizer.
Surge um problema óbvio: não sei quem ficou mais envergonhado, se ele, que tinha furado o meu plano e tinha sentido o aroma do sofrimento e não sabia se disfarçava ou reagia (independentemente do carácter da reacção); se eu, que elaborei um plano tão complexo, que saiu gorado e passei a vergonha de me ter peidado à frente de toda a gente, o que deve ter resultado em comentários jocosos sobre mim. Talvez tenha sido mesmo eu...
Continuam sem perceber o que me irrita?
Pois bem, irrita-me o facto de a minha história ser uma verdade quase-cientificamente comprovada. Experimentem agir como eu e serem discretos. A pessoa que está a falar convosco vai-se levantar para vos dar uma palmada nas costas, para vos dizer um segredo ou para vos cheirar o perfume. Caso isso não aconteça, de certeza que alguém vai surgir pela porta e vai sentir o cheiro...Irrita-me o subconsciente das pessoas que leva a que elas adivinhem que eu me peidei e se aproximem de mim.
Tenho saudades dos meus (já longínquos) primeiros dias de faculdade, em que eu ia para as aulas, peidava-me a torto e a direito e, como não conhecia ninguém das 6 pessoas que me rodeavam no anfiteatro, sussurrava um "badalhocos", que me tornava inimputável face ao meu crime gasoso (julgo eu) e ficava a apreciar o espectaculo de toda a gente a sofrer..Aí sim, eu era discreto...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
LOOOOOOOOL xD Adorei!
ResponderEliminarse isso tivesse sido comigo eu tinha-te dito logo "Eh pa cheira a peido!"
ResponderEliminar